Agora é o instituto Experian Hitwise quem diz: a rede Pinterest já é a terceira maior nos Estados Unidos, atrás de Facebook e Twitter. A novata, com apenas pouco mais de dois anos de existência, criada para ser um mural de fotos online, também ficou à frente do Linked In e deixou Google+ com a lanterninha do ranking, em sexto lugar. Acompanhe os números de visitas totais de cada rede em fevereiro, a seguir:

Facebook: 7 bilhões Twitter: 182 milhões

Pinterest: 108 milhões

Linked In: 86 mihões
Tagged: 72 milhões
Google+: 61 milhões

O estudo da Experian Hitwise considerou o tráfego nas rede, ao invés de

quantidade de visitantes. Para quem ainda não sabe, seu nome é a contração das palavras pin com interest – refletindo o que move as pessoas a separarem uma imagem e pregá-la, literamente, num quadro – se antes de cortiça ou feltro, agora virtual.

Universo mais feminino, numa relação agora comprovada de 60/40 de homens que visitam e usam a rede para troca de figurinhas (literalmente), Pinterest vem se aprimorando a cada dia. Desde o último dia 5 de abril, os usuários passaram a escolher a capa de cada um dos seus quadros, permitindo alguma edição de fotos para reter os demais visitantes, conforme ensina o blog da rede. E, desde o dia 6, novos termos da rede foram lançados abordando questões de privacidade e o que será a API em desenvolvimento pela empresa.

Pinterest ainda carece de mais interação com os usuários, limitada aos comentários deixados sob as imagens (ou vídeos) postadas, mas parece estar consolidada o bastante para que seu co-fundador, Paul Sciarra, possa sair do circuito operacional para dedicar-se apenas a funções de aconselhamento, como membro do board. Em um comunidado publicado no início deste mês, no blog da empresa, o criador ressaltou a que “os melhores serviços de internet não podem ser restritos a meras formas de as pessoas fugirem de suas vidas. Muito pelo contrário, ajudam e aperfeiçoam relacionamentos por meio experiências cotidianas singulares, mostrando aos usuários coisas sobre si mesmos antes desconhecidas”. Paul Sciarra, como muitos empreendedores virtuais, parte, depois de consolidado o espaço, para novos empreendimentos na encubadora Andreessen Horowitz. Quanto a Pinterest, ainda sem números registrados em pesquisa no Brasil, onde há quem possua mais de 450 mil seguidores, vai crescendo em importância como vitrine e, por isso mesmo, abrindo frentes para negócios. Vale a pena ficar de olho.

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