Passado o Congresso Mega Brasil de Comunicação 2012, é a hora de fazer um balanço do que foram os três dias, 35 palestras e sete conferências, curso, premiação e lançamento, com mais de 600 inscritos e 1000 pessoas circulando pelo evento realizado pela Mega Brasil de Comunicação,  em São Paulo, de 29 a 31 de maio.
Ao final do evento, na sessão intitulada Crème de La Crème, o diretor da empresa, Eduardo Ribeiro, comemorou o acerto na adição de mais um congresso ao evento guarda-chuvas, ao informar um recorde de 90% de aceitação sobre os temas escolhidos e apresentados durante os três dias de atividades.
Assim, parece que a tag #congresso4em1 vai permanecer para reforçar alguns aspectos da comunicação corporativa de vanguarda, que ficaram bastante claros durante o evento:
  • Já existe e deve ser perseguido o equilíbrio necessário entre o jornalismo do breaking news e aquele que nos remete à reflexão;
  • Storytelling e midias sociais não são tendência, mas realidade. Com foco no conteúdo narrativo, na história e nos valores das organizações, é certo que a internet via redes sociais e novas tecnologias deixaram de ser técnicas para se transformar em ambientes de conversação entre marcas e pessoas.
  • O mercado de comunicação corporativa está em pleno processo de DR – discussão da relação – internamente, nas empresas, e é preciso que os profissionais tenham respaldo de suas empresas e do mercado, quanto a um processo de educação permanente, que os torne mais capazes de lidar com a nova realidade do mercado.
  • A diversidade do tratamento dado aos vários componentes comunicacionais do momento na internet requer distinção e e atuação de acordo com as midias digitais, e aí entram as redes sociais, os portais de noticias e os portais corporativos.  É preciso que todos atuem de forma harmoniosa com a estratégia institucional da empresa, mas, sobretudo, com a dinâmica das ferramentas de busca, o conceito de palavras-chave e de relevância de conteúdo – ou seja, o algoritmo do Google e o conceito de SEO, search engine optimization.
  • Se no ano passado as mídias sociais despontaram como desafio, este ano, o evento resumiu a mudança inexorável na interação entre marcas e consumidores de informação e, como mantra, repercutiu o bordão já conhecido das mídias sociais, para que as empresas entendam de uma vez por todas que estamos em épocas de ouvir mais e falar apenas o necessário.
  • E esta questão envolve ainda o público interno da corporação, ele mesmo o primeiro cliente/consumidor de cada marca.
No momento em que 91% dos internautas do mundo inteiro e 80% dos internautas do Brasil usam diariamente as mídias sociais, a fase do “se vamos entrar” é passado. O momento é de estar lá e sabendo como agir. Porque, como frisou Gil Giardelli, em sua conferência, “sua empresa ou marca é o que você compartilha, em  conteúdo e valores”. E você vai conversar melhor se parar para ouvir. O sussurro é novo grito do séc. 21″, disse. E, ainda, porque somos seres cíbridos, como falou Graça Taguti, simultaneamente on e offline, devemos pensar em convergir as várias comunicações institucionais considerando esta realidade, com todos os departamentos ligados à comunicação corporativa trabalhando integrados ou, no mínimo, interconectados.
Os desafios para o mercado neste século XXI são inúmeros e nunca foi tão importante estudar, ouvir e planejar para obter resultados condizentes com a era 3.0.  Exemplos de sucesso de marcas que estão conseguindo estabelecer o diálogo com seus públicos não faltaram e mostraram que não apenas as empresas, mas autarquias e entidades governamentais estão abraçando a causa. Alguns deles estão lá no Jornal da Comunicação Corporativa em pequenas matérias feitas pela equipe de cobertura online, coordenada pela nossa diretora Vany Laubé. Elas não chegaram a entregar o ouro mas podem ser um bom ponto de partida de contatos para benchmarking na área, quem sabe?
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